Menor desemprego da história
06/02/2026
O índice de desemprego de 5,1% registrado em dezembro é o menor em, pelo menos, 13 anos. O atual formato da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, teve sua série foi iniciada em 2012. A Pnad Contínua, divulgada no último dia 30 aponta ainda que a taxa anual de desocupação da força de trabalho do País – formada por 103 milhões de pessoas, recuou de 6,6% em 2024 para 5,6% no ano passado. O patamar médio anual, desse modo, também é o mais baixo desde o início da série histórica. A informação é do site oficial de notícias agência Gov.
Além disso, o valor do rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas aumentou 5,7% na comparação com 2024. E o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, com alta de 7,5%.
Com isso, a taxa composta de subutilização para 2025 (14,5%) foi a menor da série, enquanto em 2024 foi de 16,2%. Esse indicador chegou a 28,3% e 28,5%, nos anos 2020 e 2021 devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho.
O valor do rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Na série histórica da pesquisa, desde 2012, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032). Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024
As atividades que mais expandiram a ocupação foram as de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, como também o grupamento formado pela Administração pública, defesa, educação, saúde humana, seguridade social e serviços sociais. Essas atividades concentram contingentes de trabalhadores mais escolarizados, com vínculos mais formalizados e rendimentos mais altos, contribuindo para a expansão do rendimento médio da população ocupada", ressaltou Adriana Beringuy.
A estimativa anual do número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% no valor de 2025 frente a 2024 e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o mais alto da série, um acréscimo de cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada em relação ao ano anterior.
Por sua vez o contingente anual de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada caiu 0,8%, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões de pessoas. Já o número de trabalhadores domésticos mostrou redução de 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.
Já o contingente de pessoas que trabalham por conta própria foi o maior da série histórica, com estimativa anual de 26,1 milhões, crescimento de 2,4% em relação a 2024, quando foi de 25,5 milhões. Em relação ao início da série em 2012, quando era de 20 milhões, o crescimento foi de 30,4%. A taxa anual de informalidade passou de 39,0%, em 2024, para 38,1% em 2025.


