Lula promete mais educação e saúde
17/04/2026
No último dia 10 de abril o presidente Lula teve uma agenda intensa aqui, no estado de São Paulo.
Em Sorocaba, interior do estado, Lula participou da inauguração da sede própria do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). As obras receberam R$ 20,6 milhões do Novo PAC para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A informação é do site de notícias agência Gov.
Em seu discurso ele reafirmou que o seu governo continuará investindo na educação. “Ninguém tirará de mim a convicção de que não existe outra saída para que o Brasil se defina como um país altamente desenvolvido, do ponto de vista democrático, do ponto de vista civilizatório, do ponto de vista tecnológico, do ponto de vista econômico, a não ser fazer investimento na educação. Portanto, pode ficar certo de que nós vamos continuar investindo na educação o que for necessário”, afirmou.
A nova sede do Campus Sorocaba tem 4,6 mil metros quadrados de área construída e contempla blocos de salas de aula, pátios internos, bloco administrativo, laboratório do tipo oficina, além de infraestrutura completa de água, esgoto e energia elétrica. O espaço também possui guarita e área externa com estacionamento de 9,7 mil metros quadrados.
Ele esteve também em Santo André, município da região do ABC, da Grande São Paulo. Foi inaugurada a nova unidade Tamanduatehy do Campus Santo André da Universidade Federal do ABC (UFABC). A unidade dispõe de mais de 21 mil metros quadrados de área construída e investimento total de R$ 155,7 milhões — sendo R$ 35,8 milhões por meio do Novo PAC
foram assinadas ainda as ordens de serviço para adquirir equipamentos dos laboratórios, no valor de R$ 8 milhões, e para o início das obras da passarela que interliga o campus sede da UFABC ao novo espaço inaugurado, no valor de R$ 15,3 milhões.
Centro do ensino do INCOR
Finalmente, aqui na capital, houve a inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (CESIN) do Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Ele estava acompanhado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Na ocasião, o presidente sancionou o Projeto de Lei que institui o marco regulatório da vacina e dos medicamentos de alto custo contra o câncer no Brasil. O PL estabelece regras para o desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição, acesso a vacinas e inovação científica, além de acesso universal e equidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Alexandre Padilha assinou uma portaria que destina R$ 41 milhões ao InCor, o maior investimento já liberado pelo Ministério da Saúde ao Instituto do Coração, referente ao custeio de serviços de média e alta complexidade em saúde.
Geraldo Alckmin destacou que o InCor é motivo de orgulho para São Paulo e para o Brasil. “Nós estamos entre os centros de excelência do mundo. Não é apenas a melhor da América Latina, mas top entre as 12 instituições de cardiologia do mundo. Uma história bonita. Essa é uma instituição para atender o SUS e, ao mesmo tempo, formar profissionais médicos para o Brasil inteiro, além de pesquisa e inovação. Vida longa ao InCor”, celebrou o vice-presidente.
Aumento dos combustíveis
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, do colunista Vinícius Torres Freire, o Brasil é um dos países que tiveram o menor impacto no aumento dos combustíveis, por conta dos conflitos no Oriente Médio.
Os preços da gasolina e do diesel aumentaram mais na maioria dos países do mundo do que no Brasil, que fica perto da rabeira desse ranking. No caso da gasolina, ficamos em 90º lugar entre 128 países —em 25 deles, a variação foi menor do que 1%, nada, ou negativa. Quanto ao diesel, ficamos em 71º lugar —em 21 países, a variação foi menor do que 1%. Os dados são da Global Petrol Prices.
Mas a reportagem traz a ressalva que cada país tem uma realidade. No Brasil, por exemplo, há uma maior intervenção estatal no mercado. Contudo, mesmo com essa ressalva, é certo que o Brasil está lá pelo fim da classificação. O aumento médio de preços nos 89 países em que a gasolina ficou mais cara do que por aqui foi de 23,5% –no Brasil, pelos dados do ranking, 7,6%. No caso do diesel, a média do reajuste dos 70 países com aumento maior do que o brasileiro foi de 50,8% (no Brasil, de 23,5%).